Então, ficamos assim: Santos e São Paulo fazem a final na semifinal, enquanto Grêmio Prudente disputa com o Santo André a honra de ir para a decisão do campeopnato paulista deste ano.
É, claro, o anticlímax de um torneio mal engendrado, em que apenas um dos quatro grandes atingiu um nível superior de desempenho: o Santos, que até mesmo com seu time reserva encerrou a fase de classificação goleando seu o adversário – no caso, o Sertãozinho.
Dos quatro, aliás, o mais decepcionante foi o Palmeiras, que terminou em décimo primeiro lugar, terminando sua participação sombria no certame levando de 3 a 1 do Paulista, em noite de Mazola, um garoto das bases do São Paulo emprestado ao clube de Jundiaí.
Pelo visto, o Verdão perdeu o rumo na reta final do Brasileirão passado e continua tateando no escuro, sem achar aquela luzinha no fim do túnel. É tempo, pois, de reflexão. Mas, sobretudo, de ação, já que o nó verde não se limita ao time dentro das quatro linhas.
Quanto ao Corinthians, ao golear o Rio Claro, por 5 a 1, em noite de Roberto Carlos, dá sinais de que começa a se ajustar. Pelo menos, para o que aí vem na Libertadores, desde que fora da fase decisiva do Paulistão.
Mas, para quem pretendia celebrar seus cem anos de vida com uma temporada de ouro, foi uma enorme decepção. Com tantos jogadores afamados e tamanho investimento, mesmo tendo de armar-se em pleno campeonato – a exemplo dos demais, diga-se -, era de se esperar mais do Timão.
É caso similar ao do São Paulo, que também contratou muitos jogadores de certa fama, passou o Paulistão todo à procura de um time e conseguiu ganhar a vaga nas semifinais no último instante, ao bater o Santo André, segunda melhor equipe do campeonato, por 3 a 1.
E olhe que o Santo André não deu moleza, não. Jogou com disposição, marcou firme, atacou, criou etc., mas não resistiu à bola mais redonda do Tricolor, que parece ter, finalmente, encontrado sua melhor formação com dois volantes que sabem jogar (Rodrigo Souto e Hernanes – mais ágeis do que Léo e Cleber Santana) e dois meias mais hábeis, que conferem maior velocidade ao conjunto.
Tanto que, a exemplo da goleada de domingo, o São Paulo fez três gols mas poderia ter dobrado a parada, não tivesse desperdiçado cerca de cinco chances claras para ampliar o marcador.
Mas, justamente quando parece que o Tricolor começa a engrenar, lá vem pela proa nada menos do que os Meninos da Vila, que andam abusando do direito de encantar com uma dose extra de eficiência.
Ah, mas nesse caso, a parada é outra.
Nada dessa história de homens versus meninos, essas bobagens todas próprias do torcedor mais exaltado. É que, em quaisquer circunstâncias, sempre num clássico desse porte, o que entra em campo é algo mais do que a pura técnica ou a mera habilidade deste ou daquele, o amigo está cansado de saber disso.
Se o vencedor for o São Paulo, uma coisa é certa: os Meninos da Vila já terão cumprido sua parte, com louvor, oferecendo-nos, em dezenove rodadas, o que de melhor há no futebol, esse jogo que combina arte com ciência como nenhum outro.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Final antecipada
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